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ECOS DO GRANDE ENCONTRO

Do Almirante
Luciano Bastos, filho do Dr. Alberto Bastos (notável
praticante de Tiro e antigo Presidente da Direcção)
recebemos uma tocante carta na qual recorda a época em que
seu Pai o levava às aulas de Ginástica, para rematar:
«Gostaria de, acedendo ao vosso convite, assistir à grande festa do
dia 17, mas agora, com 38 anos de Almirante e 92 de idade,
já não tenho raio de acção para navegar até à nossa querida
Figueira»


Também o Dr.
Augusto Camacho Vieira, na data ausente no estrangeiro, não
quis deixar de nos comunicar a impossibilidade de
comparecer.
Este Sócio
Honorário, que na Sessão Solene do 107º Aniversário (2001)
agradeceu a distinção cantando o fado de Coimbra, ou não
tivesse sido um dos grandes interpretes da sua geração,
lembra «os velhos tempos em que a prática das várias
modalidades desportivas desse grandioso clube nos deram a
possibilidade preventiva, duma boa saúde para a vida
inteira».
Por outro
lado, o “Campeão das Províncias” publicou (8/06) um artigo
de António Ventura, que interpreta de forma exemplar o
espírito do “Grande Encontro”.
De tão mal habituados que estamos, apetece-nos dizer: isto, sim, é
jornalismo!
Vale a pena ler >>>>>

Reinaldo
d’Oliveira, o antigo nadador dos anos 50, dedicado ginasista
de sempre que também passou pelo Remo, Orfeão e Coros
Falados, escreveu do Porto dizendo que desta vez não pode
estar presente, enviando uma saudação para ser lida no
Convívio e finalizando:
«Espero voltar a nadar quando da conclusão da nova piscina.
Ando a treinar para tal».

De Coimbra,
escreveu-nos a Dra. Fernanda Rama, filha do grande Campeão
de Remo dos anos 20, Ernesto Rama, que em 1957 foi a
primeira Mulher a pertencer à Direcção do Ginásio e é Sócia
de Mérito desde 2001:
«Por motivos de saúde e duma idade já avançada fico impedida de partilhar
convosco esses momentos de saudade e alegria…».
ALGUNS ECOS NA COMUNICAÇÃO SOCIAL


O
pavilhão do Ginásio foi pequeno para o encontro de gerações
Foto de Bela
Coutinho
Centenas de Ginasistas de várias gerações confraternizaram
O “Grande
Encontro de Gerações Ginasistas”, englobou convívios por
modalidades que deram um movimento diferente à cidade e
culminaram com um almoço/convívio no pavilhão Jorge Galamba
Marques, completamente cheio, com participantes de todas as
idades. As “honras da casa” foram feitas por Alice Mano, mas
a intervenção de fundo coube a José Sopas, que fez questão
de salientar que o Ginásio Clube Figueirense é o «maior
clube da região e um dos mais antigos do país», disse,
realçando o «orgulho no passado», a «esperança no futuro», e
«os sólidos pilares em que assenta o clube», referindo-se à
massa associativa. José Sopas acentuou ainda o facto do
clube conseguir reunir «avós, pais e netos», todos com a
«mesma vontade de servir e com alegria», terminando sua
intervenção com um sonoro e profundo “Vai D`Arrinca”.
Seguiu-se a
cerimónia de entrega de várias distinções, como o conhecido
ciclista Alves Barbosa, com o título de sócio honorário, os
membros do grupo de trabalho que em 1976/77 conquistaram o
Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de Basquetebol e a Taça
de Portugal (sócios de mérito), os elementos que em 2004/05
conquistaram 37 títulos nacionais em 5 modalidades, bem como
os atletas presentes que integram as selecções nacionais de
várias modalidades. Destaque ainda para a entrega do diploma
de sócio honorário de Nunes Liberato, actualmente chefe da
Casa Civil do Presidente da República, mas que em 1991 era
secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do
Território e que desbloqueou o projecto para a construção do
Pavilhão.
No final do
encontro, que foi animado pela Orquestra Ginásio Jazz, uma
“reconstituição” da orquestra do clube que existiu entre
1935 e 1945, possível graças ao filho de um antigo elemento
da orquestra (Eduardo Coronel que recrutou alguns músicos
que trajavam à época), José Tomé, o presidente do Ginásio
considerou ser «difícil ficar alheio» ao que se passou no
encontro, focou o orgulho que o Ginásio tem «no seu
património físico e humano», e citando o que foi dito em
1991 pelo então presidente da assembleia geral Melo Biscaia,
frisou que «cada geração tem o seu desafio e o próximo é a
construção da piscina». B.C.


SUPLEMENTO ESPECIAL DE

O Jornal "As Beiras" dedicou em 30 de Junho um suplemento
especial ao Grande Encontro, do qual transcrevemos o artigo
do nosso Presidente da Mesa da Assembleia Geral:
DIMENSÃO, ESTABILIDADE, INOVAÇÃO
1 –
Depois da Associação Académica, com as suas
características específicas de “federação” de clubes, pois
as diversas secções desportivas possuem sócios e direcções
próprias, e beneficiando do inultrapassável campo de
recrutamento de jovens que Coimbra proporciona, o Ginásio
Figueirense é sem dúvida o maior clube do Distrito,
posicionando-se também entre os primeiros do País.
Refere-se, a propósito, um conjunto não exaustivo de
indicadores, os quais suportam inequivocamente aquela
afirmação:
2479 sócios (com pagamento de quotas actualizado); 1324
praticantes de 12 modalidades desportivas (dos quais 518
inscritos em competições oficiais); 37 títulos nacionais, 56
campeões em 5 desportos, 8 atletas internacionais, na época
de 2004-05 (números semelhantes aos das épocas anteriores).
Finalmente, um património invejável em instalações
próprias – Pavilhão, Piscina, Centro Náutico – construídas
ao longo de três décadas com uma significativa (e certamente
invulgar) contribuição de fundos próprios ou angariados pelo
Clube junto de Entidades privadas.
2 – Esta
dimensão e vitalidade assentam em bases realmente sólidas,
cujos factores julgamos importante salientar:
- Situação financeira equilibrada, consequência de
muitos anos sem as “loucuras” e imprevidências tão vulgares
no meio desportivo, cultura aliás consolidada no Clube,
muito por força da boa tradição legada por Jorge Galamba
Marques;
- Estabilidade directiva, procurando cumprir a tempo e
horas os mecanismos estatutários, porque um Clube sem
“mecenas providenciais” tem de assegurar a renovação dos
seus dirigentes;
- Revitalização do papel desempenhado pelos dirigentes
de segunda linha (vulgo Seccionistas), enquadrando,
valorizando e prestigiando a sua acção, de modo a alargar o
leque de futuras escolhas para dirigentes de topo;
- Compreensão de que, para conseguir respostas
desportivas eficazes, o dia-a-dia do Clube deve assentar num
bom funcionamento dos serviços gerais (administrativos,
financeiros, de pessoal, etc.) comuns a todas as Secções,
para as tornar menos dependentes do voluntarismo dos
responsáveis, certamente abnegado e louvável, mas a maior
parte das vezes efémero;
- Desenvolvimento da componente de prestação de
serviços, como resposta às crescentes necessidades da
sociedade na qual nos inserimos, mas também porque dela
depende em grande parte a saúde financeira do clube.
- Profissionalização gradual, na medida das reais
possibilidades, dos quadros técnicos do Clube, indispensável
para satisfazer com melhor qualidade as solicitações de
prestação de serviços;
- Atenção especial à componente (estatutária) de
convívio entre os sócios, promovendo regularmente
iniciativas que fomentem um associativismo adaptado aos
tempos de hoje, não esquecendo a importância da diáspora
ginasista, que se estende por vários países do Mundo;
- Intercâmbio e cooperação permanente com outras
Instituições, do que são exemplo os 18 Protocolos
actualmente levados à prática, entre os quais dois com
finalidades de investigação científica na área desportiva;
- Mas o mais importante e decisivo destes factores,
induzindo e condicionando todos os anteriores, tem sido a
preocupação de planear e programar com antecedência.
Conseguiu-se através do Plano Estratégico de médio
prazo, elaborado em 2000 para dez anos, anualmente revisto e
actualizado, após consulta ao Conselho Geral. Em seis anos,
estão cumpridos cerca de 70% dos objectivos iniciais,
faltando materializar o grande objectivo de construção da
nova Piscina.
Resumindo, progrediu-se bastante porque nos últimos
anos houve condições (não obstante algumas resistências…)
para corrigir vários aspectos da gestão do Clube, com
persistência e sensibilidade para a inovação.
3 – Ao longo
de quase 112 anos, encontram-se muitos exemplos de aspectos
inovadores nas multifacetadas actividades do Ginásio, por
vezes abrindo novos caminhos ao Desporto figueirense e mesmo
nacional:
Sendo seguramente fastidioso enumerá-los, lembramos
apenas que introduziu na cidade a prática de várias
modalidades desportivas (a título de exemplo, dos três
campos de Futebol que a Figueira conheceu, os dois primeiros
foram construídos pelo Ginásio), participou activamente na
fundação das Federações de Ciclismo e Remo, mas já
anteriormente tomara a iniciativa de proceder à
regulamentação desta última modalidade.
Os anos 60 do Século XX foram particularmente
criativos: os Cursos de Iniciação Cultural e Desportiva
constituíram um marco verdadeiramente revolucionário, no bom
sentido da palavra, da forma dos clubes desportivos
promoverem o desenvolvimento integral dos mais jovens. A
“Primeira Braçada” ultrapassou conceitos obsoletos nessa
época oficialmente vigentes na Natação portuguesa. O
“Primeiro Lance” despertou a atenção para a importância da
prática do Xadrez.
Já nos anos 70, o Ginásio assumiu as funções de
Federação de Xadrez por correspondência, fomentando o
intercâmbio de xadrezistas de todo o Mundo.
Mas esta tradição de inovação ainda é, felizmente, o
que era!
Basta ler com atenção os nossos Estatutos, datados de
2000, e verificar que incluem algumas disposições até aí
inéditas (ainda que perfeitamente legais) na regulamentação
do funcionamento de associações.
Basta reparar (poucos o terão feito…) na também inédita
Parceria designada “Instituições Associadas” e constatar as
potencialidades, em muitos casos já testadas, deste acordo
de cooperação e complementaridade entre quatro Instituições
com finalidades distintas.
Basta visitar a nossa Sala Museu e concluir que não se
limitou a ser a trivial Sala de troféus da maioria dos
clubes, mas possui suporte num Arquivo Histórico onde se
recolheu, tratou e estudou, ao longo de mais de 20 anos, a
documentação existente sobre a História do Ginásio.
Basta reparar qual foi o único clube que se aproximou
da Net de forma algo diferente, promovendo um Blogue que
foge à habitual predominância de eventos desportivos
efémeros, para focar assuntos de outra dimensão, com
comentadores de prestígio em vários sectores do Desporto
nacional.
Enfim, dizemos nós, “Sair da Paróquia”…
É isso que a Figueira precisa, mas raramente pratica,
sempre envolvida (demasiado envolvida) nas pequenas e
mesquinhas tricas locais.
No Ginásio sempre tentámos.
E tencionamos continuar!
JS
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